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Que você tenha, de tudo, um pouco.
SENSIBILIDADE Para não ficar indiferente diante das belezas da vida.
CORAGEM Para colocar a timidez de lado e poder realizar o que tem vontade.
SOLIDARIEDADE Para não ficar neutro diante do sofrimento da humanidade.
BONDADE Para não desviar os olhos de quem lhe pede uma ajuda.
TRANQUILIDADE Para quando chegar ao fim do dia, poder deitar e dormir o sono dos anjos.
ALEGRIA Para você distribuí-la, colocando um sorriso no rosto de alguém.
HUMILDADE Para você reconhecer aquilo que você não é.
AMOR PRÓPRIO Para você perceber suas qualidades e gostar do que vê por dentro.
FÉ Para guiar, sustentar e manter você de pé.
SINCERIDADE Para você ser verdadeiro, gostar de você mesmo e viver melhor.
FELICIDADE Para você descobri-la dentro de você e doá-la a quem precisar.
AMIZADE Para você descobrir que, quem tem um amigo, tem um tesouro.
ESPERANÇA Para fazer você acreditar na vida e se sentir uma eterna criança.
SABEDORIA Para entender que só o Bem existe, o resto é ilusão.
DESEJOS Para alimentar o seu corpo, dando prazer ao seu espírito.
SONHOS Para poder, todos os dias, alimentar a sua alma.
DESEJOS Para alimentar o seu corpo, dando prazer ao seu espírito.
SONHOS Para poder, todos os dias, alimentar a sua alma.
AMOR Para você ter alguém para amar e sentir-se amado. Para você desejar tocar uma estrela, sorrir pra lua. Sentir que a vida é bela, andando pela rua. Para você descobrir que existe um sol dentro de você.
AMOR Para você se sentir feliz a cada amanhecer e saber que o Amor é a razão maior... para viver.
Mas se você não tiver um amor... Que nunca deixe morrer em você... A procura! O desejo de o encontrar! Tenha de tudo, um pouco... e seja feliz!
Lisiê Silva 
Escrito por Denilson Lopes às 15h27
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DICA DE LAZER (ATÉ O PRÓXIMO FINAL DE SEMANA)
ESPETÁCULO: "Como Passar em Concurso Público" 
A montagem conta a história de José Brasil, um "concurseiro" em busca da aprovação. Desde seu nascimento, Zé Brasil é incitado a se tornar um técnico judiciário. O espetáculo transita por todas as etapas que ele enfrenta nessa tarefa: a pressão familiar, os momentos de dúvida, a devoção religiosa e todos os obstáculos ultrapassados até alcançar a sua vaga. Zé Brasil precisa aplicar-se para encontrar formas de passar na prova, seja estudando, fraudando ou simplesmente pedindo ajuda a Deus. Mas será que era esse o seu verdadeiro desejo? No elenco, estão Benetti Mendes, Felipe Gracindo, Frederico Braga e Rodolfo Cordón, responsáveis também pela autoria do texto e da direção. Informações: www.teatrogazeta.com.br
Escrito por Denilson Lopes às 12h40
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DE VOLTA À ATIVA!!!

Caros leitores e amigos, É com muita satisfação que anuncio que voltarei a divulgar coisas novas e antigas, mensagens sérias e outras "nem tanto", notícias que tem relação com o meu modo de ver e pensar o mundo e as pessoas que nele vivem, a vida, enfim. PAZ & BEM!!!
Escrito por Denilson Lopes às 11h31
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Procuramos independência!!!
O grito dos excluídos e a transformação social
Marcelo Barros

Em todo o Brasil, grupos e comunidades populares preparam o 12º Grito dos Excluídos. Desde 1995, no 07 de setembro, além do desfile militar, as principais cidades brasileiras têm visto manifestações e passeatas de grupos e movimentos populares que expressam sua insatisfação com o rumo dado ao país pelos setores dominantes e sua decisão de construir um Brasil mais justo e verdadeiramente independente. O Grito dos Excluídos é uma iniciativa das pastorais sociais da Igreja Católica, com apoio e participação de sindicatos, movimentos populares e de todas as pessoas que crêem ser possível transformar a sociedade, a partir das bases. O 1º Grito foi conseqüência da 2ª Semana Social Brasileira. Hoje, o Grito acontece (no dia 12 de outubro) em diversos países latino-americanos e conta com eficiente articulação continental. Em toda a América Latina, os grupos e movimentos populares gritam por formas mais participativas de democracia não só política, mas econômica. Também exigem dos governos uma inversão de prioridades sociais e econômicas, subordinando outras lutas sociais e econômicas à preocupação com a vida e os direitos básicos dos mais pobres.
No Brasil, desde o 1º Grito dos Excluídos, a sociedade conquistou algumas vitórias. A política externa do atual governo não concluiu as negociações para a oficialização da ALCA, com as regras impostas pelo governo dos Estados Unidos. Esta posição nova do nosso governo, já tinha sido referendada não oficialmente, pela ampla consulta popular efetuada no Grito dos Excluídos de 2002. Milhões de pessoas votaram contra a adesão a ALCA. Decisões como esta ajudam a resgatar algo de uma verdadeira independência brasileira e a dignidade do nosso povo. Além disso, todos os organismos de pesquisa concordam: atualmente, a inflação é a menor dos últimos anos. Isso tem possibilitado preço mais acessível para os alimentos básicos, valor maior do salário mínimo e um aumento no número de empregos com carteira assinada. Organismos internacionais como a UNESCO e a FAO reconheceram uma melhoria na distribuição de renda da população brasileira. Apesar de todas as críticas justas que lhes podem ser feitas, vários dos programas sociais do governo estão sendo estudados pela ONU para ser aplicados em outros países pobres. Entretanto, tudo isso é apenas mera obrigação de quem governa um país e a sociedade civil tem de exigir muito mais.
Sem uma urgente e profunda reforma agrária e a implementação de uma verdadeira justiça no campo, todas as conquistas sociais se tornarão inconsistentes. Não basta ter um governo que dialoga com os movimentos sociais e não chama a polícia para acabar com manifestações que lhe sejam críticas, como ocorria em outras gestões. Temos de ir muito além disso. A sociedade brasileira não pode mais aceitar que a Política se torne sinônimo de conchavos espúrios e alianças de partidos que visam apenas a conquista de votos. O povo brasileiro não merece ver o coronelismo antigo travestido de pragmatismo político, unindo PT e Newton Cardoso, Marta e Maluf, Sarney, ACM, Quércia e Lula, sem que ninguém manifeste qualquer conversão de propostas. O conchavo politiqueiro é assumido desavergonhadamente, assim como os ministérios são loteados, não por critérios de competência ou de serviço ao povo e sim por conveniência partidária.
Por tudo isso, o 12º Grito dos Excluídos tem como tema: "Na força da indignação, sementes de transformação". Este grito quer expressar a indignação ética que toda pessoa de bem sente ao ver a nobre arte da Política convertida no triste espetáculo da politicagem e ao saber da roubalheira que ainda mancha o Congresso. É verdade que esta epidemia de corrupção já vem de outros mandatos e, agora, comprovada, se Deus quiser, será punida. Mas, a indignação ética exige uma mudança estrutural das regras políticas e da forma de exercer ministérios.
Talvez haja quem estranhe ouvir grupos de Igreja, comprometidos com a espiritualidade, falar em indignação. Entretanto, os mais altos e inconformados gritos de indignação se encontram nas profecias bíblicas e no Evangelho de Jesus Cristo que proclamou: "felizes vocês que são pobres", mas disse também "ai de vocês, ricos, ai de vocês que estão satisfeitos e ai dos que agora riem..." (Lc 6, 24- 25). Indignação ética é o zelo profético de toda pessoa que tem fome e sede de justiça.
Existe uma indignação paralisadora que fica no ressentimento e na raiva mal digerida. Quem, por exemplo, acha que todo político é corrupto e todos os candidatos se equivalem, vive esta confusão ideológica que, além de injusta com os políticos honestos, não provoca uma cidadania transformadora. Votar nulo é direito do cidadão, mas não contribuirá para a construção de um país mais justo e ético. O Grito dos Excluídos propõe que a força da indignação gere sementes de transformação ao devolver a sociedade civil e aos movimentos populares uma capacidade organizativa não só para denunciar erros do governo e cobrar mudanças do Congresso, mas para influir ativamente nas decisões políticas e apontar caminhos novos em um modelo de democracia participativa e popular.
Escrito por Denilson Lopes às 08h01
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Pátria Livre!!!
Grito dos Excluídos
Frei Betto
“Na força da indignação, sementes de transformação” é o tema do Grito dos Excluídos que a CNBB e os movimentos sociais promovem no próximo 7 de setembro. A indignação nasceu do esgarçamento ético de parcela significativa do Congresso Nacional, dos acordos espúrios entre partidos, do adiamento de reformas como a agrária e a política.
O que torna especial o Grito deste ano é a proximidade das eleições, oportunidade de renovar o Congresso Nacional e reconduzir os parlamentares que se destacaram pela coerência ética e política. Porém, não se trata apenas de dar continuidade ao governo Lula, cuja política externa realçou a soberania brasileira, assim como as políticas socioeconômicas reduziram a inflação e, com efeito, o preço dos alimentos, e aumentaram o valor do salário mínimo, o número de empregos com carteira assinada, e promovem distribuição de renda aos mais pobres através do Bolsa Família.
A questão de fundo é fortalecer o novo sujeito histórico: os movimentos sociais. Daí a pertinência do tema do Grito. Não basta mobilizar-se pelas eleições; é preciso lançar sementes de transformação. Por melhor que sejam as políticas sociais, tendem ao retrocesso se não houver mudança de nossa estrutura fundiária, o que implica o fim do latifúndio, o assentamento de famílias sem-terra, a proteção do meio ambiente e, em especial, da região amazônica, ameaçada pelo desmatamento e a poluição.
Abalado pelas duas guerras mundiais, em meados do século XX o capitalismo articulou o pacto entre capital, trabalho e Estado. O neoliberalismo quebrou-o com a ofensiva contra o trabalho (redução do salário real, desregulamentação, aumento do desemprego) e o Estado (privatizações e corrupção). E fortaleceu o capital através da mercantilização da natureza e dos seres humanos. Hoje tudo é fonte de lucro: mídia e educação, saúde e cultura, esporte e religião. Até a anatomia individual, submetida às exigências de perene juvenescimento. Em 2003 as mulheres brasileiras gastaram R$ 17 bilhões em produtos de beleza! “Fora do mercado não há salvação”, é o novo mandamento dessa sociedade que pretende reduzir a cidadania ao “consumo, logo existo”.
Trata-se, pois, de operar mudanças estruturais na sociedade, tarefa a longo prazo que exige organização e mobilização da sociedade civil, tanto para pressionar o governo e os donos do dinheiro, quanto para ocupar instâncias de poder.
No Brasil, uma porta se abre: a reforma política. Será decepcionante se ficar entregue à elite e aos políticos interessados apenas em retoques cosméticos. Os movimentos sociais precisam aprofundar esse debate e popularizá-lo o mais amplamente possível. Que reforma se quer? Como passar da democracia representativa à participativa? Como dotar a sociedade civil de instrumentos efetivos de participação política?
Não basta eleger homens e mulheres comprovadamente éticos e competentes para aperfeiçoar a nossa democracia. É preciso tornar ética a institucionalidade brasileira, vedando os buracos – legais e culturais – que facilitam a corrupção, o nepotismo, a malversação.
O ser humano tem defeito de fabricação e prazo de validade. É o que a Bíblia chama de ‘pecado original’. Nunca haveremos de extirpar da espécie humana a ambição desmedida e, em conseqüência, a vontade de transgredir a ética que rege a convivência social. Por isso, é preciso criar instituições que impeçam a tentação de resultar em ação. Daí a importância, por exemplo, de a reforma política determinar que toda a vida contábil do político, bem como o patrimônio de seus familiares, sejam transparentes à opinião pública.
A 7 de setembro, data de nossa independência, haverá mobilizações em todos os recantos do país para o Grito dos Excluídos ser ouvido pelos incluídos. Não é suficiente gritar. É preciso, sobretudo, agir articulando a sociedade civil em movimentos sociais e criando conexões entre eles, pois o movimento dos sem terra não deve ficar alheio ao que faz o movimento indígena, nem o dos negros indiferente às lutas das mulheres. Quanto mais fortes os vínculos de solidariedade entre eles, tanto mais rápido as sementes de transformação haverão de dar frutos.
Mais informações: gritonacional@ig.com.br
(*) Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Paulo Freire e Ricardo Kotscho, de “Essa escola chamada vida” (Ática), entre outros livros.
Escrito por Denilson Lopes às 07h56
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Plutão foi REBAIXADO...
Adeus, Plutão
Artur de Carvalho
Plutão não é mais um planeta. É verdade, você deve ter visto esses dias, em alguma reportagem. Saiu em tudo quanto é lugar. Um monte de cientistas se reuniu e, depois de praticamente uma semana de discussões, palestras e apresentações power-point, chegaram à conclusão que Plutão não era mais um planeta, mas uma espécie de asteróide metido a besta, um planeta anão. Quer dizer, agora o sistema solar não tem mais nove planetas, como nossos avós, nossos pais, nossos filhos e nós mesmos estudamos. A partir de agora são apenas oito planetas girando ao redor do sol.
Não que isso vá fazer muita diferença em nossas vidas. Aliás, diferença absolutamente nenhuma. O que eu não me conformo é que mais de 2.500 cientistas, talvez as mentes mais privilegiadas da humanidade, tenham passado quase sete dias discutindo uma bobagem dessas. Será que esses cientistas não tem mais o que fazer não? Como, por exemplo, acabar com a fome na África, ou pelo menos diminuir um pouco aquela miséria que parece nunca ter fim? Ou então uma maneira barata de fazer com que os carros, ônibus e caminhões andem sem continuar destruindo a camada de ozônio? Será que alguma vez na história da humanidade 2.500 cientistas se reuniram durante uma semana para ao menos tentarem descobrir uma saída para a falta de água potável no planeta? E que tal uma cerveja que não faça mal para o fígado? Não seria realmente uma grande descoberta? E uma carne de porco que não entupa as veias dos nossos corações? Já imaginou? Uma feijoada que emagrecesse e fosse rica em fibras? Ou então uma maneira de se manter em forma sem ter que ficar freqüentando academias ou fazendo caminhadas? Quem sabe um sistema político moderno e universal, no qual ninguém precisasse mais de governos, nem de eleições, e muito menos reeleições.
Tem tanta coisa pra esses cientistas descobrirem e pensarem... Mas não. Eles preferem ficar uma semana reunidos só para transformarem, de uma hora para outra, todos os livros de ciência do mundo em lixo, e fazendo com que tenhamos que imprimir sei lá quantas toneladas de papel novamente só por que eles encanaram com o tamanho de Plutão.
O homem é um bicho perigoso. Nem os planetas ele deixa em paz.
Escrito por Denilson Lopes às 00h27
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REFORMA POLÍTICA JÁ!

O país necessita, com urgência, de uma Reforma Política, condição indispensável para o seu aprimoramento democrático. Porém, esta Reforma não pode se submeter à vontade política do governo (ou à falta dela) e também não pode ficar restrita ao Congresso Nacional, pois se assim for, não será mais do que uma forma de legislação em causa própria.
Neste contexto surge o Movimento Nacional Pró-Reforma Política com Participação Popular.
Saiba mais em http://www.proreformapolitica.com.br/
Escrito por Denilson Lopes às 00h30
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Dia Nacional da Juventude 2006

Juventude que ousa sonhar, constrói um Brasil popular!
CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL – CNBB
Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato
Setor Juventude da CNBB
Pastorais da Juventude do Brasil – PJB
"Romper os muros do silêncio,
Tomar as ruas com nossa rebeldia e ousadia,
Alimentar a vida de sonhos e esperança,
Este é o nosso desejo, esta é a nossa utopia."
(Antonio Pimentel - Betinho)
Juventude que ousa sonhar...
É tempo de Dia Nacional da Juventude, de fazer ecoar notícias, intensificar a preparação, produzir materiais. Estamos neste "kairós" (do grego, significa momento certo e oportuno)! Está "pintando um clima", cheiro, cor e sabor de comemoração. Vivemos este "kairós juvenil", o tempo da graça de Deus manifestada no coração da juventude.
Queremos anunciar maiores detalhes deste grande momento, constituído de muitos momentos, de força, mutirão, ousadia, compromisso. Há juventude unida, reunida, irmanada, encontrando-se e formando um mosaico de muitas ações realizadas para "sair da casca" ir ao encontro de muitas juventudes, igualmente sonhadoras, criativas, ecumênicas, celebrativas, festivas e desejosas de mudar a realidade onde estão.
Acreditamos na Esperança e, por isso, ainda esperamos! Cremos nos sonhos e, por isso, ainda ousamos sonhar! Ainda temos certezas e isso nos leva a crer num Brasil com o presente e futuro construídos a partir do povo e dos jovens. Acreditamos neste sonho de "novo céu e nova terra" para todas as pessoas e para todas as formas de vida.
Acreditamos e buscaremos a realização dos sonhos da juventude e do "Brasil que a juventude quer"? Um Brasil com mais oportunidades e dignidade no trabalho, acesso e qualidade na educação, oferta de informação confiável, melhores condições de moradia, com segurança em todos os níveis, respeito ao direito de ter saúde pública, lazer e boa alimentação.
A juventude não quer só comida... Quer comida, dignidade, ser ouvida, diversão, arte, vida, amor, felicidade, tudo isso inteiro e não pela metade.
Escrito por Denilson Lopes às 00h20
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DNJ 2006 (parte II)
Constrói um Brasil Popular...
O Dia Nacional da Juventude é celebrado oficialmente no último domingo de outubro (este ano, dia 29). Como em 2006, teremos eleições, a data será dia 22 de outubro, embora em muitos lugares possa ser celebrado antes ou depois destas datas, de acordo com a realidade ou com outras atividades promovidas conjuntamente com outras organizações ou pastorais.
O que sabemos é que DNJ é sinônimo de domingo para unir vozes, escutas, sensibilidades, olhares, sabores numa manifestação de força e de participação da juventude. Uma mulher muito respeitada quando o assunto é juventude, Regina Novaes, já diz "serão os jovens que definirão continuidades ou mudanças da sociedade e das suas instituições".
Então, nada mais lógico que, ao falar da construção do Brasil Popular, a juventude do Brasil todo se sinta parte, protagonista e chamada a somar forças nesta tarefa. Para isso, estamos utilizando a atividade que mais reúne jovens em todo o Brasil e América Latina. Queremos unificar as forças com organizações sociais, igrejas, pastorais sociais, as redes e fóruns de mulheres e homens do campo e das cidades. Na soma das iniciativas estaremos mais fortes neste projeto Popular de Brasil.
O DNJ, deste ano, apresenta como tema "Juventude e Direitos". Lembram quando falamos dos sonhos da juventude? Direitos dizem respeito a tudo isso: vida, liberdade, integridade física, igualdade perante a lei, trabalho, educação, cultura, informação, moradia, segurança alimentar, saúde, lazer e segurança, participação política, defesa do meio-ambiente, paz, desenvolvimento, autodeterminação dos povos e partilha do patrimônio científico, cultural e tecnológico, nacionalidade, meio ambiente, povos indígenas, afro-descendentes, mulher, criança e adolescente, pessoa com deficiência, idoso. Ufa, quanta coisa, né?
Para dar tom de poesia ao tema, existe o lema: "Juventude que ousa sonhar, constrói um Brasil Popular"¹, sem esquecer que o eixo das discussões será: o Projeto Popular.
O Dia Nacional da Juventude, com todas as atividades que estão sendo pensadas, é direcionado a chamar a atenção de todas as pessoas para a juventude brasileira. No Brasil, temos em torno de 47 milhões de pessoas que têm idade entre 15 e 29 anos. Uma verdadeira população, a maior de todos os países do mundo. Sabemos de muitas coisas boas que estão sendo feitas em favor dos jovens. Sabemos também que muitas situações injustas também estão presentes. O Reino de Deus já está acontecendo, mas há muita coisa que ainda precisa ser feita.
Escrito por Denilson Lopes às 00h17
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DNJ 2006 (parte III)
Somos as Pastorais da Juventude do Brasil, organização nacional que tem uma bela e desafiadora missão junto à juventude e percebemos que o DNJ pode ser uma grande oportunidade para fazer um grande manifesto das Pastorais da Juventude do Brasil. Como isso vai acontecer? Vamos aos passos pensados:
O primeiro passo é adquirir o material de preparação, elaborado pela Rede Brasileira de Institutos de Juventude, para ajudar cada grupo de jovens na preparação do DNJ. É um cartaz e um livreto com três encontros e uma celebração que irá trabalhar o eixo, tema e lema. Este material pode ser conseguido no Centro de Capacitação da Juventude (CCJ)², em São Paulo, Não deixe de entrar em contato e solicitar seu material.
O segundo passo é cada grupo garantir uma boa preparação, promovendo momentos de estudo, oração, debate sobre os Direitos, chamando outros jovens para participar. O terceiro passo é motivar cada grupo de jovens a elaborar um material que traga os gritos da juventude. Pode ser carta, poesia, música. O importante que tenha a marca da criatividade juvenil.
Pensamos que será importante contar o que foi produzido para outros grupos de jovens. Para isso, motivamos que haja troca dos materiais com os gritos entre os grupos de jovens de todo o Brasil. Como seria lindo um grupo de Mossoró (Rio Grande do Norte) comunicando-se com outros grupos da diocese ou de outras regiões do país?
O quarto passo: partilha dos gritos (DNJ e autoridades eclesiais/sociais). É essencial levar os gritos da juventude nos momentos de celebração do Dia Nacional da Juventude (escolas, paróquias, dioceses e estados). Porém, é aconselhável que haja partilha destes gritos em forma de manifesto. Pode-se organizar um ato para entregar o documento para as autoridades políticas e eclesiais.
Como quinto passo, foi pensado o preenchimento do questionário e envio de todos os gritos da juventude para a Secretaria da PJB, em Brasília. Para isso, estamos enviando uma espécie de questionário que será usado para saber os gritos da juventude, como o grupo participa de ações de cidadania e mobilização, qual a importância que tem para o grupo e como isso interfere na caminhada da comunidade. Pedimos que, junto com os "gritos da juventude" cada grupo envie as respostas a este questionário.
Com este material (manifestos e experiências), queremos construir um mapa do Brasil com o que for recolhido em todo o Brasil para que nos ajude na organização de um momento nacional para debater os gritos da juventude e tomar um posicionamento pastoral frente à realidade juvenil.
"Deus chama a gente pra um momento novo"... Vamos unir milhares de vozes, em todos os lugares do Brasil, na grande festa e celebração das Juventudes da Amazônia e Caatinga; do Cerrado e Pantanal; da Mata Atlântica e do Pampa. Vamos marcar a história com encontrões, romarias, vigílias, caminhadas, festivais, shows, atos públicos, celebrações e a diversidade própria da juventude.
Que toda a juventude reunida neste DNJ seja protagonista da grande festa da vida em abundância e dos sonhos que acalentamos.
"Juventude que ousa sonhar constrói o Brasil Popular".
Bom, abençoado e inquieto Dia Nacional da Juventude!!!
Amém, Axé, Aleluia, Auerê.
Brasília, 02 de junho de 2006.
Silvano Silvero da Silva
Secretário Nacional
Pastorais da Juventude do Brasil – PJB
Ir. Ângela Maria Falchetto, FMA
Assessora Nacional Setor Juventude - CNBB
Escrito por Denilson Lopes às 00h16
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O FALSO PODER DO VOTO NULO

Anda circulando na Rede que o VOTO NULO PODE ANULAR UMA ELEIÇÃO.
Veja o que foi publicado na revista Caros Amigos:
"Porém, não é verdadeira a afirmação de que, se houver maioria de votos nulos, a eleição será anulada. A constituição estabelece que só são contados os votos válidos. Mas uma eleição pode ser anulada por outros motivos, como, por exemplo, a irregularidade em registros de eleitores ou candidatos."
A informação enganosa, amplamente divulgada por correio eletrônico, é baseada numa interpretação do art. 224 da Lei 4737/65 (Código Eleitoral), interpretação esta que ignora as causas de nulidade definidas nos artigos 220 e 221 - estas sim são causas que podem anular a eleição. A anulação de eleições por maioria de votos nulos não está incluída em nenhum diploma legal de forma clara e inequívoca. Pelo contrário, o voto nulo tem o mesmo valor do voto em branco: NADA ! Ambas as formas de voto não são computadas como válidas. Voto nulo é uma coisa, porém a NULIDADE DA VOTAÇÃO , tal qual definida no Código Eleitoral, é coisa completamente diferente! Veja mais detalhes e jurisprudência sobre o assunto no portal "Mídia sem Máscara", clicando no atalho abaixo:
Entendo ser correto o sentimento que devemos fazer algo. Pode parecer fácil votar nulo, dar uma lição nos políticos que precisam do nosso voto e não nos respeitam; porém, precisamos de ações seguras. Se toda energia necessária a uma campanha deste porte for feita de forma propositiva; divulgando informações, apoiando bons candidatos e exigindo dos partidos políticos responsabilidade, entre outras ações importantes; os resultados certamente serão mais eficientes.
Escrito por Denilson Lopes às 00h57
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POR QUE A SELEÇÃO FOI DESCLASSIFICADA???
Por causa da apatia que dominou os jogadores da Seleção Brasileira na derrota para a França, acho que essa é uma explicação razoável...

Bom, pelo menos as demais seleções não podem dizer que somos fregueses deles... Porque somos fregueses APENAS DOS FRANCESES!!!
Por que fomos eliminados da Copa afinal?
Lula Miranda
Creio que, assim como eu, você, caro leitor, deve ter ficado estarrecido, embasbacado mesmo, com a mais que medíocre atuação da seleção brasileira contra a França nas quartas-de-final. Não dava pra acreditar naquele deprimente “espetáculo” a se realizar ali diante de nossos olhares atônitos e... incrédulos. Não dava mesmo para acreditar. Nem parecia a seleção brasileira em campo! Seria um time de clones aquele? Onde estariam os nossos craques? Haviam sido seqüestrados? Já haviam pedido resgate? Onde estavam os “fenomenais” Ronaldos, eleitos, por mais de uma vez, os melhores jogadores do mundo? Melhores de que mundo? Onde foi parar o tal “quadrado mágico”? Onde foi parar o Hexa? O gato, ou melhor, a realidade comeu.
Verdade seja dita, o grande craque daquele dia fatídico foi mesmo o Zidane. Fez-nos lembrar os nossos verdadeiros astros do futebol-arte de décadas passadas – e não essas celebridades-marca-registrada, digo, registradora, em sua ânsia e voracidade pelo vil metal. Não teve outro “fenômeno” em campo além desse: Zidane. Esse sim foi um craque. Deu dribles e passes desconcertantes, deu uma “caneta” em Ronaldinho, um constrangedor “chapéu” em Ronaldo, o eterno “fenômeno” da Nike, da Globo, e do seu boquirroto e desastrado porta-voz, Galvão Bueno (Cala a boca, Galvão! – expressava, com rara felicidade, uma faixa estendida pela torcida nas arquibancadas dos estádios onde jogava a tal “selecinha”).
Mas qual a explicação para tão retumbante fracasso? – prosseguimos nos indagando todos, ainda perplexos. Teria faltado alma aos nossos jogadores? Isso, claro, num sentido figurado, pois sem alma estariam todos em verdade mortos e insepultos. Teria faltado espírito de corpo, de grupo, àqueles homens em campo? Teria faltado um líder em campo, e também fora dele, para dar uma chacoalhada naquela turma, despertando-os daquela inacreditável letargia, daquela incrível apatia? Teria faltado um Dunga em campo? Teria faltado um técnico fora das quatro linhas? Seria Parreira um incompetente, um frouxo, que não tinha autoridade sobre os seus comandados? O esquema tático estava equivocado? A seleção não treinou o suficiente?
Qual seria a explicação definitiva? Sim, precisamos entender. Necessitamos de uma explicação. Algo que justifique aquele desastre e nos apazigue a alma de torcedor (a pátria de chuteiras). Algo que nos tire da alma aquela sensação amarga de malogro.
Teria faltado empenho dos jogadores veteranos, que só pensariam em seus contratos milionários e perderam o sentido da disputa, da vitória? Estão todos “mascarados”? Seria o técnico da seleção apenas uma “rainha da Inglaterra” que a rigor não mandaria nada, que quem daria as ordens, na verdade, seriam as marcas que patrocinam o espetáculo. Seriam os jogadores, também eles, meras “mercadorias” e não mais atletas de um selecionado nacional? Difícil dizer.
O fato é que, sejamos honestos, a seleção jogou mal em todas as partidas anteriores, e simplesmente não jogou na última partida decisiva. Dessa vez não teve a “paura” de Ronaldo em 1998 – a “paura” foi generalizada e paralisou a todos em campo.
O quê? O selecionado da Argentina, bem melhor que o nosso, também caiu nas “quartas”? Aí a história foi outra. Esses caíram lutando. Perderam com garra e brio.
Talvez tenha faltado de fato, já que o time não tinha nem vontade nem liderança (nem técnico), a velha e boa macumba. Pra “fechar os caminhos” e “amarrar as pernas” do craque Zidane. Sim, talvez assim, quem sabe, brincadeiras à parte, os jogadores entrariam em campo acreditando em alguma coisa, em algo sobrenatural. Já que neles mesmos eles pareciam não acreditar.
Entretanto, como já disse, salvo engano, o velho João Saldanha, se macumba ganhasse jogo o campeonato baiano terminaria empatado. E, nunca é demais lembrar, a dupla Bahia e Vitória hoje amarga, de braços dados, uma terceira divisão. Mas aí, meu caro, já é uma outra desgraça – que não as nossas de cada dia (PCC, desemprego, fome, déficit habitacional, educação e saúde iníquas, IDH vexatório, filas do SUS, da Previdência e por aí vai).
Viva o Brasil!!!
Ilustração: Jornal Brasil de Fato
Artigo: Agência Carta Maior
Escrito por Denilson Lopes às 23h30
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FLAGRANTE! CÂMERA EXCLUSIVA...
Será que as "câmeras exclusivas" de uma famosa rede de TV flagrariam isso?
Depois ficam por aí condenando a censura, se essas mesmas grandes emissoras de rádio e TV praticam a censura em sua própria programação, impedindo que certas idéias e manifestações circulem por sua programação...
O povo não sabe, mas os canais são concessões públicas exploradas pelas grandes redes que existem atualmente. Portanto, essas redes não podem fazer o que bem entendem na sua programação. Os canais por onde são transmitidos os sinais de TV não são propriedade das grandes redes; PERTENCEM AO POVO que, através do governo federal, são concedidos a essas emissoras. Por isso, devemos lutar por um sistema de comunicação e TV Digital democrática, onde os diversos segmentos populares possam ter assegurados canais onde possam expressar seus anseios e manifestações!!!
Escolher um padrão de TV e rádio digitais DEMOCRÁTICOS significa ter mais canais para que possamos assistir... Dependendo de como se dariam as concessões, isso poderia significar o FIM DOS MONOPÓLIOS DAS GRANDES REDES (Globo, SBT, Bandeirantes, etc.) e poderia trazer enormes ganhos na qualidade da programação com o aumento da concorrência.
Poderíamos ter sindicatos, ONGs e muitas outras organizações divulgando suas iniciativas, diversos canais e ainda mais programas educativos, com uma programação que se paute não pelos apelos dos anunciantes, mas pelo anseios populares a uma vida melhor, uma sociedade mais solidária e justa!!!
Visitem os portais abaixo e saibam mais sobre a democratização da comunicação e sobre a urgência de se ter uma programação diversificada, gratuita e ética. Saiba mais sobre as falsas verdades sobre a discussão do modelo de TV Digital a ser adotada pelo governo brasileiro.
Escrito por Denilson Lopes às 09h51
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AINDA EM TEMPO DE COPA!!!
Futebol, devoção brasileira Frei Betto*

Futebol é jogo, e jogo é irmão gêmeo da arte. Se a arte nos faz transcender – pois todo artista é clone de Deus -, e traduz a busca de imortalidade de quem a cria, o jogo é bola no chão: condensa a vida.
Não há um jogo igual ao outro. Cada partida é única, singular, regida pelo princípio quântico da indeterminação. Ao ver a bola, impossível prever com segurança o movimento que fará. Se está em movimento, como num passe entre Roberto Carlos e Ronaldinho Gaúcho, nada impede ser interceptada por uma cabeçada do jogador adversário ou pelo apito do bandeirinha marcando impedimento.
A vida é jogo. Ao nascer, entramos em campo, com a diferença de que não sabemos quando termina a partida. Sabemos, por experiência, que ela é imprevisível. Porque não somos o que pensamos. Somos o que fazemos. E nem sempre agimos segundo os princípios que abraçamos. Nosso agir é interagir. Ao “ eu sou eu e minhas circunstâncias”, de Ortega y Gasset, podemos acrescentar: “eu somos nós”, coletividade. Nós de relações com os semelhantes e a natureza.
Ninguém jamais está com a bola toda. Nosso existir depende de passes alheios, uns certeiros, outros desastrosos; e da capacidade de driblar situações complicadas; de cabeçadas imprevistas, faltas, contusões, chutes para escanteio e jogadas certeiras. Ainda que façamos gol – na vida familiar e profissional – a bola sempre retorna ao campo e o jogo recomeça, incessante peleja de Sísifo.
Jamais saberemos o placar final. E a sabedoria consiste em jogar sem blefar (ética), atento às regras, embora seja freqüente a tentação de burlá-las. Quantos campeões, hoje, deixaram o campo cobertos de derrotas? Sócrates, Jesus, Joana D’Arc, Tiradentes, Van Gogh… A recíproca é verdadeira. Campeões de ontem ergueram a taça da vitória sem imaginar que o tempo os faria beber o fel da ignomínia: Nero, Hitler, Stálin, Médici…
Essa associação que ocorre no nosso inconsciente entre vida e jogo induz-nos a torcer com entusiasmo. Joga-se no campo a estima de uma nação, dos adeptos de um time, do torcedor como indivíduo. O esporte catalizador, dionisíaco, varia de país a país. Na Grécia antiga, a maratona; nos EUA, o beisebol; na Rússia a nação pára atenta a um tabuleiro de xadrez; no Brasil, o futebol.
O futebol é a nossa alma e exprime a nossa criatividade, que transcende a razão. Como no teatro grego, no estádio ritualiza-se a catarse de um povo. Tudo gira em torno de uma bola, objeto esférico, a mais perfeita forma espacial, símbolo do Universo, do globo terrestre, do firmamento, da totalidade de todos os opostos que se anulam entre si. Figura geométrica dinâmica, como a nossa índole. A bola expressa, como todo círculo, a volta a si mesmo, e significa unidade e perfeição.
O campo, com seu gramado impecável, é o nosso Jardim do Éden, encerrado num estádio que, em geral, tem a forma esférica. Ali se decide o nosso destino. Convém lembrar que ‘gol’ deriva do inglês goal, que significa ‘objetivo’. Há que alcançá-lo, ainda que pelos meandros labirínticos do jogo; importa estar simbolizado na disputa. E todo o jogo se dá graças à cooperação, ao entrosamento, à confiança entre jogadores. E implica a derrota do adversário, embora sem anulá-lo, reconhecendo-lhe sempre o direito de uma nova chance de buscar a vitória. No fim, predomina a compaixão.
Como os jogos de Olímpia, na Grécia antiga, o futebol é tragédia e comédia, derrota e vitória, tristeza e alegria. Bola nos pés, emoção no coração, é a nossa mais evidente expressão religiosa pagã, multirreligiosa. Acendemos velas, fazemos promessas, alimentamos orixás, mobilizamos figas e amuletos.
Os heróis do panteão brasileiro, imortalizados na memória nacional, são Didi, Garrincha, Pelé, Tostão, Zico e tantos outros jogadores de futebol. Somos fiéis devotos dos times pelos quais torcemos. Ainda que perca ou seja rebaixado, não admitimos rejeitá-lo nem arrancar do coração o anel (bola) de nossa imorredoura fidelidade. Pois temos fé de que, no futuro, nos dará grandes alegrias e vitórias.
A Copa é copo, é taça na qual todos sorvemos alento e esperança, numa comunhão que sacramenta a união de 180 milhões de brasileiros. Tamanha a sua importância para o povo brasileiro, o futebol deveria ser tombado como patrimônio nacional.
Frei Betto é escritor e assessor de movimentos sociais, autor de “Gosto de Uva” (Garamond), entre outros livros.
Escrito por Denilson Lopes às 09h26
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PANIS ET CIRCENSIS

Escrito por Denilson Lopes às 09h02
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BATE, BATE, BATE, CORAÇÃO!!!

Escrito por Denilson Lopes às 09h01
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CRÔNICA DE VIDA

Se você pensar bem, nós vivemos até ontem sem eles
Com a internet desligada, todos foram às ruas, aos parques, à vida!
Artur de Carvalho
A coisa toda começou quando eles resolveram interromper os sinais dos celulares dentro dos presídios, por causa daqueles ataques todos em São Paulo. Para que a coisa desse certo, os bairros em volta dos presídios também acabaram ficando sem celular. Em alguns casos, até cidades inteiras. Uma decisão drástica dessas que, a princípio, parecia ser mais um problema que uma solução, com os meses mostrou-se inesperadamente muito boa para a convivência das pessoas. Já que não dava mais para conversar pelo celular, as pessoas passaram a conversar com os vizinhos mesmo, que estavam logo ali, à mão. Foi uma verdadeira revolução. Vizinhos que nunca tinham se falado passaram a se conhecer melhor, a trocar idéias e opiniões. Um vizinho que era professor de inglês começou a ajudar o filho do outro vizinho, que andava com problemas na escola. Não demorou para que, todas as noites, ele passasse a fazer um trabalho voluntário com a criançada do bairro, ensinando inglês numa sala de aula adaptada na garagem. E outros passaram a fazer a mesma coisa, cada um na sua especialidade. Literatura. Matemática. Filosofia. A experiência foi divulgada pela imprensa e, sem ninguém perceber exatamente quando, as vendas dos celulares começaram a despencar e ninguém mais tinha celular no país inteiro.
Foi quando alguém pensou: se deu certo com o celular, porque não com o computador? A princípio, a título de experiência, desligou-se a internet somente em alguns bairros isolados dos grandes centros urbanos. E o que aconteceu foi que, de dia, as pessoas começaram a andar pelas ruas. Começaram a freqüentar os parques públicos e a perceber que eles andavam muito abandonados. Algumas mães tomaram a frente e passaram a cuidar dos jardins, plantando flores e hortas comunitárias, enquanto seus maridos passaram a reformar os brinquedos dos parquinhos. À noite, sem Orkut, sem Messenger, nem nada dessas coisas, os jovens também começaram a sair mais de casa. Mas, como não tinha muito o que fazer, passaram a se reunir e programar shows de bandas de amigos em apresentações gratuitas, festas, e teve até um pessoal que resolveu montar uma peça de teatro, o que fazia com que eles andassem sempre juntos, inibindo a ação dos poucos bandidinhos que ainda restavam por ali. É claro que a internet não acabou, as firmas e empresas continuaram usando os computadores e a internet para enviar seus dados e para facilitar seus cálculos estruturais, mas isso agora era coisa para se trabalhar, não para se divertir.
Foi quando alguém pensou: e a TV, hem?
Fonte: www.agenciacartamaior.com.br
Foto: Denilson Lopes - Festa da virada de ano em Guarulhos (2004/2005)
Escrito por Denilson Lopes às 00h11
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FALANDO DE COPA... UM POUCO SOBRE FUTEBOL!

Os que não gostam de futebol
Moacyr Scliar
Tem gente que não gosta de futebol? Tem. Tem gente que não gosta de futebol, assim como tem gente que não gosta de beisebol, ou de basquete, ou de Fórmula-1. No caso do Brasil, o futebol apareceu relativamente tarde e foi recebido com estranheza, quando não com hostilidade. Tratava-se de coisa de estrangeiros, dos ingleses, que, no final do século 19, tinham empresas no Brasil - dessas empresas saíram os primeiros jogadores. Havia times da Companhia de Gás, da São Paulo Railway, do London Bank. Os paulistas olhavam com espanto aqueles homens muito brancos correndo como malucos atrás de uma bola. O escritor carioca Lima Barreto, que fundou uma Liga Antifutebol, era dos mais revoltados: para ele, o futebol era coisa de "arrogantes e rubicundos caixeiros dos bancos ingleses", um esporte antinacionalista e racista. Tinha algum motivo para pensar assim: em 1921, o governo recomendou que não fossem incluídos negros nem mulatos na seleção de futebol que disputaria um torneio na Argentina. Isto mudou quando grandes times, como Corinthians e Vasco da Gama, começaram a aceitar jogadores pobres e negros. O futebol rapidamente se popularizou, e o mesmo aconteceu em outros países: a Copa é uma confirmação disto.
Mas o esporte bretão continua não sendo unanimidade. Na Holanda, um grupo de mulheres acaba de lançar um manifesto contra a Copa do Mundo. O objetivo é formar um movimento feminino antifutebol, porque "os homens ficam grudados na TV, esquecendo de nós e de tudo. Eles acham que as mulheres não entendem o jogo e só servem para servir cerveja e petiscos".
Procede a reclamação? Será que o futebol é uma coisa inventada por homens para afastar as mulheres?
Isto até pode ter acontecido no passado, mas agora já não é mais verdade. Para começar, o futebol feminino é uma realidade. Não inteiramente consolidada, porém. O técnico da seleção brasileira de futebol feminino que disputou as Olimpíadas de Atenas, René Simões, fala do preconceito das próprias mulheres em relação ao esporte: "Muitas jogadoras perderam amigas". É um problema cultural, que resulta, em primeiro lugar, do desconhecimento. É difícil gostar de um esporte que a gente não entende. Por causa disso um curso sobre futebol para mulheres foi recentemente instituído na Alemanha.
Uma coisa é certa: não dá para viver no Brasil e ignorar o futebol. Quanto às mulheres holandesas, poderiam resolver seu problema facilmente. Não precisariam servir cervejas e petiscos se sentassem ao lado dos maridos e namorados e assistissem ao jogo, torcendo também. Se eles quisessem cervejas e petiscos, teriam de providenciar por conta própria. O futebol pode ensinar muita coisa às pessoas. Por isso é um grande esporte.
CLIQUE AQUI E LEIA TAMBÉM NA AGÊNCIA CARTA MAIOR:
Na bolha do consumismo
Copa do Mundo e marketing milionário. E agora? Como fica a nova chuteira da Nike que dá bolhas nos pés de um dos maiores ídolos da competição?
André Monteiro
Escrito por Denilson Lopes às 01h05
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Que Maravilha...

Ouvimos freqüentemente falar das "Sete Maravilhas do Mundo", mas pouco sabemos sobre elas, não é?
Na verdade, poderíamos chamá-las de "As Sete Maravilhas do Mundo Antigo", pois são obras artísticas e arquitetônicas construídas na Antigüidade. Elas são tão antigas que, das sete maravilhas, apenas uma resiste até os dias de hoje. São as pirâmides de Gizé, no Egito, construídas há mais de 4 mil anos.
A origem da lista é quase um mistério, mas ela acabou sendo atribuída ao poeta e escritor grego Antípatro de Sídon, que falou sobre as obras em um poema. Então, saiba quais são as sete maravilhas e depois clique no atalho abaixo para saber um pouco mais sobre cada uma delas.
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Pirâmides de Gizé (Egito)
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Jardins Suspensos da Babilônia (Iraque)
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Estátua de Zeus Olímpico (Grécia)
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Templo de Artemis (Turquia)
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Mausoléu de Halicarnasso (Turquia)
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Colosso de Rodes (Grécia)
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Farol de Alexandria (Egito)
Escrito por Denilson Lopes às 01h17
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SEMANA DE ORAÇÃO

A parábola da unidade Marcelo Barros, monge beneditino
Adital - A busca da unidade entre as Igrejas cristãs é, além de uma obediência ao desejo de Jesus Cristo, uma parábola importante para a humanidade dividida. O teólogo suíço Hans Kung gosta de repetir que o mundo não poderá encontrar a paz se as religiões não viverem em permanente estado de diálogo e estas não poderão fazer isso se as próprias Igrejas cristãs não caminharem para a unidade. Por isso, o ecumenismo, ou movimento pela unidade das Igrejas interessa não apenas às próprias confissões cristãs, mas a toda a humanidade.O Dalai Lama, que no mês passado visitou o Brasil, diz que toda pessoa tem dentro de si uma semente de compaixão e tudo o que precisa é desenvolver este princípio de amorosidade e abertura ao outro. Apesar desta verdade, temos de reconhecer que cada cultura humana tende a se bastar a si mesma e é tentada a sentir o diferente como ameaça e não como enriquecimento. Como as religiões são expressões das culturas, herdam a mesma tendência de fechamento em relação ao diferente. Na origem das Igrejas cristãs, o Evangelho de Jesus Cristo pedia uma conversão que incluía uma nova abertura. Entretanto, também nas Igrejas, as divisões têm ocorrido, seja por processos culturais que se opõem, seja por conflitos de poder entre pastores e comunidades que competem entre si para saber quem manda em quem.
O atual movimento pela unidade das Igrejas não é iniciativa católica. O movimento ecumênico nasceu em 1910, no seio das Igrejas protestantes. A Igreja Católica não compreendeu e até hoje não participa oficialmente do Conselho Mundial de Igrejas que, desde 1948, reúne confissões evangélicas e orientais ortodoxas, congregando, hoje, 348 Igrejas-membros. Só em 1964, a Igreja Católica publicou um documento no qual dizia: "A divisão das Igrejas é contrária à vontade de Cristo, é um escândalo para o mundo, ao qual os cristãos pregam amor e unidade e, assim sendo, é sério obstáculo ao cumprimento da missão".
A unidade almejada não será uma fusão das diversas confissões em uma só instituição, nem também uma espécie de direção centralizada de Igrejas como existem centrais sindicais. Ao contrário, a unidade cristã é comunhão entre diferentes. Cipriano, pastor da Igreja do norte da África no século III, dizia: "A unidade abole a divisão, mas respeita as diferenças".
A unidade que deve haver entre as Igrejas se baseia na autonomia total de cada uma e no respeito à diversidade de ritos e doutrinas. Visa a unidade de espírito na diversidade e não a uniformidade de estruturas eclesiásticas. Cada vez mais as comunidades cristãs percebem que as diversidades entre as Igrejas é uma riqueza que deve ser salvaguardada, a partir de uma unidade básica de fé e da missão que consiste em servir às grandes causas da humanidade. O Conselho Mundial de Igrejas tem falado em "diversidade reconciliada".
Neste caminhar das Igrejas para a unidade desejada por Jesus Cristo, os estudiosos afirmam haver muito mais pontos que unem do que elementos que dividem as diferentes confissões. Entretanto, por motivos culturais e históricos, a unidade é um objetivo difícil a ser alcançado. Ela supõe a renovação teológica e espiritual de cada comunidade. Quando uma Igreja se fecha em um maior conservadorismo institucional, não há qualquer possibilidade de abertura ecumênica. Só abrindo-se à vida e ao diálogo com o mundo, as Igrejas aprenderão a conviver entre si e caminhar para a unidade.
Esta unidade não será alcançada só por nossas forças e capacidades. É dom de Deus. Por isso, o primeiro e principal trabalho pela unidade é a oração. As Igrejas antigas celebram a festa de Pentecostes como memória do dia em que Deus derramou seu Espírito sobre todo o universo e fecundou todas as religiões e culturas. Tanto na Igreja Católica, como em várias Igrejas evangélicas, há mais de cem anos, surgiu o costume de dedicar os dias anteriores à festa de Pentecostes a uma Semana de Oração pela Unidade das Igrejas. Um dos pioneiros desta prática, o padre Paul Couturier, nos convidava a orar "pela unidade que Deus quiser, quando e do modo que Ele quiser". Neste 2006, este evento começará no próximo domingo. Uma delegação internacional constituída por representantes de várias Igrejas escolheram como tema desta vez a palavra de Jesus: "Onde dois ou três se reunirem em meu nome, eu estarei no meio deles" (Mt 18, 20). E prepararam subsídios para encontros e celebrações a serem realizados no mundo inteiro.
Esta semana de oração pela unidade das Igrejas pode ajudar a fortalecer entre nós uma cultura de paz. Esta cultura de paz nos ajudará a superar a guerra entre Igrejas que lutam por conquistar novos adeptos como se fossem duas empresas concorrentes tentando vender seu produto. Pode também nos ajudar a unir mais a fé e a vida, assim como o espiritual e o material. Estamos todos no mesmo barco e fazemos parte da mesma família. Em 1968, participando de uma conferência entre monges cristãos e hindus, Thomas Merton, monge e escritor, declarou: "O nível mais profundo da comunicação não é a comunicação, mas a comunhão. Ela está além das palavras, dos discursos e dos conceitos. Aqui, não estamos descobrindo uma unidade nova e sim antiga. Nós já somos Um, mas imaginamos não ser. O que temos de reencontrar é nossa unidade original. O que temos de ser é o que nós somos"(1)
Nota: (1) Extemporaneous Remarks by Thomas Merton, citado por JEAN-CLAUDE BASSET, Le Dialogue Interreligieux, histoire et avenir, Paris, Ed. du Cerf, 1996, p. 122.
Escrito por Denilson Lopes às 01h14
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